A cantora sertaneja Paula Fernandes é capa de revista Glamur Brasil e ao qual concedeu uma entrevista para a mesma. Ela faa como é o seu cotideano e muito mais ora vem confirmar tudo aqui embaixo:
Vive na estrada: faz em média 130 espectáculos por ano, o que dá um espectáculo a cada três dias. Aí tem o tempo de se deslocar entre as cidades, que às vezes não têm hotel, troca o dia pela noite... vida na estrada é complicado, né?
Meu Deus, precisa ter muito amor! Sendo mulher, a coisa complica ainda mais. É que o meu universo é dominado por homens. E quando cheguei não tinha nenhuma mulher, imagina. Nível: pedia um banheiro químico dentro do camarim. "Mas que absurdo! Paula Fernandes faz mil exigências", diziam. De fato, ninguém pedia isso. MAS EU SOU MENINA. Logo depois comecei a ter que levar meu próprio piso pro palco, porque uso salto alto e tinham aqueles buracos enormes. Possa, o preparo da mulher é diferente. Eu fico duas horas na frente do espelho me arrumando.
E você mesma se maquilha certo?
Sim, é o meu momento. E é uma questão de carinho com o fã. Porque tem muito essa cobrança: a mulher precisa estar sempre bonita, seja a hora que for. Daí você levanta com os olhos inchados. Você vai pro aeroporto e tem gente, você desce do avião e tem gente. Todo mundo querendo...
... um pedaço de você.
Querendo sua presença, 100% de você! E tem que administrar os hormônios, aqueles típicos femininos que oscilam pra caramba, cuidar da vida pessoal mesmo pulando de cidade em cidade, lidar com o fato de não poder resolver um problema “x” olhando no olho da pessoa...
E quando você finalmente chega em casa, faz o quê?
Sou muito ativa, ninguém me segura. Vou cuidar do meu jardim, coloco biquíni e vou dar banho ao cavalo... Ninguém acredita que meu hobby é esse. Acham que fico bebendo champanhe o dia inteiro [risos].
O que as pessoas não entendem sobre você?
Ah, sei lá, parece que não aceitam que eu realmente tenho um estilo de vida simples. Na ausência de informação, inventam coisas.
Você tem fama de difícil. De onde vem isso?
Penso que do despreparo de alguns profissionais que trabalharam comigo no boom da minha carreira, em 2011. Foram 220 espetaculos, mais entrevistas, apresentações em TV... Se eu tivesse uma equipa mais coesa, com mais preparados para lidar com os fãs, não teria ficado com essa fama de antipática. Eu errei também, mas garanto que nunca destratei ninguém.
E digamos que seu jeito reservado não tenha ajudado a reverter a fama negativa.
Pois é. Por exemplo: meu contacto com os contratantes sempre foi bom. Mas é um contrato de respeito. Não vem bater na porta do camarim pra tomar uma pinguinha, uma cervejinha. Ali é um momento de concentração, não pode ter um monte de gente circulando. Depois do espetaculo, outro problema. Sou uma artista só pra milhões de fãs. Como faz? Sempre tem quem fique descontente porque não foi atendido, Aí eu sou fresca, difícil...
Outra questão que envolve muito o seu nome é o jeito que você se veste. As críticas ao seu estilo te afectam?
Todo mudo tem direito de ter uma opinião a respeito de uma pessoa pública. Respeito. Mas eu tenho uma identidade, um negócio que vem desde que sou pequenininha. Amo cintura marcada, acho que no palco tem que ter brilho. Enquanto estiver feliz, sinto muito, mas continuarei usando.
Como é estar namorando, apaixonada, e fazer 130 espeteculos por ano?
Um exercício diário de adaptação. Ele tem rotina, uma vida mais regrada. Tentamos que eu vá para Brasília uma vez, e ele vá para Belo Horizonte na outra. Intercalamos. A parte chata é que, por causa da minha agenda, termino perdendo muitas festas de família, casamentos...
O que ele tem de mais legal e o que te irrita?
Amo a sensibilidade dele com a natureza . Adora bichos, como eu. Nossas casas é como jardim zoológico. Mas é meio cabeça-dura, viu?
Algumas fotos para a revista:



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